Category Archives: Fantasia

Stranger Things — Volume 5

by Netflix

Stranger Things — Volume 5

de Duff Brothers

Os bons finais são coisas difíceis — especialmente com obras que ganham força num nicho muito próprio, como um que gosta de suspender a física da realidade e mergulhar em aventuras fantásticas e misteriosas, e se tornam numa série de massas, onde convivem fãs devotos e cinéfilos de olho apurado e excessivamente técnico.

Habituados a dissecar a vírgula de um diálogo ou incongruências científicas num universo com demodogs a raptar criancinhas para o Mundo Invertido, há alguns críticos que caem no erro do Crítico de Ratatouille (se ainda não viram, vejam…). É só o que posso dizer acerca das críticas negativas a esta temporada de Stranger Things — que chegam ao ponto de dizer que há demasiados episódios quando, na verdade, os verdadeiros fãs não queriam que ela acabasse nunca.

Vejamos: o enredo fecha o ciclo de todas as personagens importantes da série (e só são 15!!!), nomeadamente o grupo dos adultos, o grupo dos jovens adultos e o grupo dos miúdos. Não destaco nenhuma destas personagens porque todas brilham. A história encerra com um vilão poderoso, com uma ameaça real e desenlaça com respeito pelas personagens, despindo-se com emoção conforme ditam as regras das despedidas.

Compreendo a desilusão sobre uma vilã, mas o ponto principal relativamente a esta antagonista não era o de ter impacto. Era mostrar que há sempre mais um Brenner ou mais um general pronto a assumir o comando de uma organização sem escrúpulos.  Havendo um erro propriamente dito, talvez tenha sido no casting de um nome como Linda Hamilton (sim, a Sarah Connor) para um papel pequeno e executado sem grande mestria. Mas creio que é tudo quanto de negativo tenho para dizer sobre esta temporada.

Há regresso nostálgico às origens da primeira temporada, há paralelismo, há conflito, há música, há aventura, há drama, há perigo, há romance, há slowburn mistery e, por fim, há um desfecho emocional com o seu toque de agridoce para o temperar na perfeição. Quanto ao divisivo fim de Eleven, é o final perfeito para legar aos fãs, especialmente à luz de um jogo tão importante para a série como Dungeons & Dragons.

Aproveitando aqui para falar sobre toda a série, tivemos uma primeira temporada cheia de mistérios por desvendar e um núcleo de personagens muito próprias; uma segunda e terceira de investimento no desenvolvimento das personagens e das suas relações; uma quarta temporada de resistência e sobrevivência, servindo de prelúdio para a fantástica e última temporada de uma série que ficará no coração de todos que ainda se permitem a suspender a realidade e acreditar que podemos ser heróis e derrotar todos os vilões do universo, mesmo que por um dia.


Billy Summers

by Bertrand Editora

Billy Summers

de Stephen King

Stephen King dispensa apresentação por estes dias que correm; e bem o merece. É dos autores que mais leio. Um daqueles que me obriga a decidir sempre qual dos livros dele é que vou ler agora, dado que o homem continua a escrever sem parar e a publicar a um ritmo que não dá para acompanhar.

Quanto a Billy Summers, um bom e recente livro, só quando entramos no último capítulo é que percebemos que é o típico enredo de… têm de ler para saber. Se revelasse aqui mais alguma coisa seria um desses odiáveis spoilers que todos desprezamos.

Posso, porém, dizer que o protagonista, um assassino a soldo, é bem trabalhado e todos os arcos são bem executados para um final que me deixou desconfiado antes de me surpreender devido à empatia que o protagonista nos gera.

Em termos de ritmo, vou confessar que quase o li em três dias. Só não o fiz porque me sabotei a mim mesmo com o medo do que iria encontrar nos últimos dois capítulos depois de um passeio tão bom e gratificante. Afinal, estamos a falar de Stephen King e dos seus temidos quesitos finais.

Normalmente os desenlaces de King deixam sempre algo a desejar em termos de execução (aquele fim da Torre Negra foi um desastre, o Doutor Sono teve um clímax muito meh!…). Neste livro, porém, o final é muito bem executado e significativo. Talvez seja mesmo o final mais gratificante que encontrei nos livros de King.

Aconselho vivamente este Billy Summers a quem procure um desses livros de assassinos de aluguer. Muito bom.


A Rosa Branca

by Saída de Emergência

As Crónicas da Companhia Negra — A Rosa Branca

de Glen Cook

A saga da Companhia Negra continua a deleitar-me.

Este livro, que encerra a primeira trilogia da série (As Crónicas da Companhia Negra), continua a conjugar a ironia do narrador, a malícia pragmática deste grupo de mercenários e o aprofundar da natureza divisora da Senhora, numa amálgama narrativa a que é difícil resistir, mesmo sem grandes reviravoltas.

Mesmo com o elemento fantasioso a ganhar um claro destaque neste tomo, o Físico, o Zarolho e o Duende continuam a fazer das sua. Manhas, patranhas, tropelias e tiradas veteranas acompanham a boa arte do safa-te! e do salve-se quem puder! durante todo o livro. E não há quem resista àqueles momentos em que os personagens saem com os rabos escaldados de pequenas aventuras em que se metem.

Há personagens velhos que regressam, há personagens novos que condensam mistérios e há personagens que nos recordam que até o mais safado dos biltres necessita de camaradas e sofre com o isolamento. Curiosamente, e só dou conta disto agora, continuo a saber com este livro um pouquinho mais, mas bem menos do que talvez fosse suposto saber após três livros, acerca dos protagonistas da série. À boa maneira militar, nada do passado dos irmãos soldados importa. O que conta é o agora…

Por fim, fica o sincero desejo de obter a continuação da saga. Bem sei que é difícil à editora portuguesa Saída de Emergência lidar com a falta de popularidade de Glen Cook em terras lusas, mas fica registado o desejo.


As Sombras Eternas — As Crónicas da Companhia Negra

by Saída de Emergência

As Sombras Eternas — As Crónicas da Companhia Negra

de Glen Cook

Despachando logo o livro: o mesmo é muito bom nos cinco pontos que considero sempre essenciais: enredo, personagens, espaço, tempo e técnica de escrita. É uma sequela bastante boa do primeiro livro, ainda que lhe falte alguma intensidade do primeiro. Agora, o que me apraz mesmo dizer:

A Companhia Negra talvez não seja para leitoras mais ávidas por romances paranormais ou leitores que apenas gostam de obras fundamentalmente existencialistas. No entanto, é um tremendo prazer para aqueles que gostam de ler histórias para fugir ao mundano, às aventuras cliché e que têm aquele gostinho por se rir de algumas alhadas alheias.

E digo isto porque estes anais da Companhia Negra, não obstante terem como pano de fundo uma batalha entre as trevas mais claras e as trevas mais escuras num mundo onde existe alguma feitiçaria e uma tirana chamada Senhora, preocupam-se muito mais em relatar a vida de um punhado de mercenários (que vão enchendo secretamente e subtilmente os bolsos como podem, inclusivamente à custa dos seus companheiros) cuja hierarquia de valores está sempre bem estabelecida: em primeiro, segundo e terceiro lugar sobrevive-se, não importa como nem a quem; depois, protege-se e livra-se o próprio couro de todo o tipo de planos e responsabilidades que a cadeia de comando quer impor; e, por fim, lealdade aos camaradas e à missão até sermos obrigados a fugir com o rabo entre as pernas.

Quando estou a ler capítulos atrás de capítulos da Companhia Negra brota em mim uma sensação de tolice juvenil; a mesma adrenalina de quem vai picar o traseiro de um boi apenas porque perdeu uma aposta às cartas e agora tem de fazer os outros parceiros rir enquanto gasta o fôlego para evitar levar uma cornada brutal no cú.

Ensimesmando, cheguei inclusive à conclusão de que a Companhia Negra está para a camaradagem entre soldados pilantras como o Senhor dos Anéis está para a irmandade emocional entre verdadeiros irmãos de armas.

Como digo, não é leitura para todos; mas acredito que é leitura para muitos homens responsáveis com ânsias de voltar a ser meninos irresponsáveis. É puro divertimento do princípio ao fim…


As Cicatrizes do Tempo

by Saída de Emergência

As Cicatrizes do Tempo

de Nuno Carvalho

No seguimento da aposta da editora Saída de Emergência em novos autores portugueses do género fantástico, tratei de adquirir As Cicatrizes do Tempo seduzido por uma capa espetacular. Um guerreiro solitário, vestes carmins heroicas, uma espada empunhada e, por fim, um dragão feito de nuvens. O que há para não gostar nesta proposta?

Todavia, e ainda que os elementos da capa se conectem com a narrativa, o enredo é mais melodramático e pausado do que propriamente uma fantasia cheia de acção nonstop. As espadas estão lá, são usadas, tal como o dragão. Mas a obra foca-se muito mais na construção dramática da relação entre os dois protagonistas da história do que propriamente em providenciar-nos momentos de acção ou maravilhar-nos com elementos fantásticos…

Receando expor demasiado a história ao falar dos personagens, creio que os mesmos foram inicialmente bem construídos, com clara vantagem para os monólogos interiores da protagonista feminina. Contudo, Alun e Aelwen têm a dor em comum, mas e o resto?

Depois, o final é tragicamente apressado. Precisava de uma execução mais pensada do que aquela que teve para nos arrancar qualquer coisa.

Quanto ao mundo propriamente dito onde se passa a história, parece-me que o Autor criou o seu lore, mas temeu utilizá-lo em demasia. Talvez esteja a guardá-lo para uma segunda entrada no seu mundo…

Por fim, a fraca revisão e a fraca edição. E ponham mesmo fraco nisso porque ambos os trabalhos são fraquíssimos.!

Quanto à revisão, antes de mais, devo dizer que é normal, no meio de milhares de palavras e centenas de edições, os Autores não se aperceberem de alguns dos seus erros. Tal como é normal, no meio de centenas de revisões, o revisor deixar passar pontualmente uma gralha. Mas é inadmissível o trabalho apresentado neste caso. Contei pontualmente as gralhas ortográficas, mas existem inúmeras gralhas de sintaxe que só existem certamente por negligência total de quem revê. Portanto, aconselho o autor a pagar do próprio bolso um novo trabalho de revisão.

Quanto ao trabalho de edição, um dos papéis dos editores é puxarem pelos escritores que publicam, nomeadamente exigindo-lhes mais criatividade na prosa de modo a evitar ao máximo lugares-comuns, repetidos até à exaustão por outros autores. Isto é particularmente importante para jovens escritores.

A título de exemplo, o que melhor resulta para mim na questão de uma relação amorosa é a forma como os autores criam com originalidade a ligação entre as duas partes de um casal. Não basta juntar duas personagens bonitas numa cena. É preciso dar-lhes raízes paralelas, uma linguagem entrelaçada, divergências, convergências, arrufos, reconciliações e, finalmente, algo simbólico entre eles.

Veja-se os seguintes casos: Romeu e Julieta têm o amor proibido a prometer-lhes o fim trágico, Odisseu e Penélope exploram temas como a lealdade na distância e têm como símbolos o desfiar do trabalho diário da espoa e o teste final de colocar a corda no arco, Kvothe e Denna têm a música e o mistério a uni-los e a separá-los constantemente, Han Solo e Leia Organa têm a ideia bem executada de “os opostos atraem-se”.


PIROFILOSOFIA

Faíscas de filósofos faiscantes,
Fagulhas de líderes luminares,
Bênção que dana beijos ardentes,
Singular liga entre ventos e mares.

É o Fogo, chama viva e voraz,
É rebelde, revolto, revolucionário!
É pura força, vil fúria e, refulgindo,
É fulgor da recriação mais fugaz.

Dança refundido nas cinzas eternas,
Reascende qual fénix de asa flamejante
E fulmina feroz toda a ordem, todo o caos,
Reforjando a forja natural da mudança.

Heraclito, Filosofia do Fogo

Assim Falou a Serpente

Assim Falou a Serpente

de Luís Corte Real

O segundo tomo de contos acerca das aventuras de Benjamim Tormenta e seus pares repete a aposta do primeiro tomo volume, optando por nos apresentar uma narrativa episódica ao invés de um romance.

Em claro destaque os grandes episódios A Mulher Gorda que Sussurra, com a cidade chuvosa do Porto como pano de fundo, e Assim Falou a Serpente (mais novela que mero episódio), deambulando entre Lisboa, Gibraltar, Malta, Cairo e o sufocante e mágico deserto egípcio.

Em termos de personagens, e, como não poderia deixar de ser, o grande relevo é dado ao bruxeiro protagonista. Os mistérios do passado e da serpente, cada vez mais espicaçados, continuam a envolver em brumas a história do detective do oculto mais afamado do Império Português.  Por outro lado, o Autor, contrariando um pouco o que fez no primeiro livro de Benjamim Tormenta, esforçou-se por destacar o papel de outras personagens.

Talvez devido à propositada concepção do estereotipado Ramanujan, devo confessar a dificuldade em achar interessante o criado indiano do bruxeiro. Já as pesquisas de Quintino Lousada (esse potencial henchman execrável) e a sua pequena evolução deixaram-me a ansiar por um desenlace mais refinado. Por outro lado, o reaproveitamento literário de Fradique Mendes agradou-me tremendamente (e bem mais que o reaproveitamento de Ricardo Reis por José Saramago).

O Autor já anunciou que se encontra a produzir o terceiro volume de aventuras de Benjamim Tormentas. Óptimo, queremos saber o que acontece a seguir…


O Imperador de Espinhos

by TopSeller

O Imperador de Espinhos

de Mark Lawrence

Entrando naquele que é o livro mais fraco da trilogia (o que não quer dizer que seja mau, antes pelo contrário), encontramos Jorg novamente dividido entre a presente cavalgada para se tornar imperador e, novamente, uma caminhada pelos episódios passados da vida do Rei de Espinhos. Há ainda espaço para explorar o ponto de vista de uma deliciosa personagem (certamente bastante querida pelo Autor).

Dizer que a personagem de Jorg evolui parece uma blasfémia, mas é verdade. Por entre mortos, esquemas, manhas, probabilidade e mais alguns mortos, o rasto deixado pelo Rei Jorg não é totalmente inconsequente para o protagonista mais sádico e cruelmente divertido que alguma vez encontrei. Longe de se conseguir redimir, Jorg vai ainda assim abrindo portas a alguns laços… mesmo com personagens que o odeiam de morte.

Contudo, nem tudo correu bem neste desenlace. O Autor andou perdido na estrada com Jorg durante muito tempo (e eu gostei disso), mas creio que atalhou no clímax da história. Poderia tê-lo trabalhado um bocadinho melhor durante todo o tempo que teve ao invés de se perder com magos menores e primos cuja única função foi arrancar-nos um sorriso. Especialmente no que ao Rei Morto diz respeito, a ideia para o final foi boa, mas a execução deixou algo a desejar. Dois ou três capítulos a mais, e distribuídos de forma criteriosa pela obra, podiam ter feito muita diferença e arrancado de nós o comentário: bravo, cinco estrelas.

Ainda assim, a verdade é que demorei apenas de 5 dias a ler esta trilogia ensombrada. Não sei se isso diz muito acerca da obra ou revela ainda mais da minha alma sinistra…


O Rei de Espinhos

by TopSeller

O Rei de Espinhos

de Mark Lawrence

Continuando a história de Jorg Ancrath, agora rei, o Autor decidiu pôs os capítulos de breves analepses de parte e escolheu dividir a narrativa em três: o passado de aventuras na estrada de Jorg, o presente de Jorg ameaçado por uma invasão impossível de ser vencida e, num registo mais epistolar, a vida de Katherine na corte de Ancrath e da Flecha. E tudo converge, de forma absolutamente deliciosa, para um momento muito pragmático à Indiana Jones.

Com as tiradas cínicas a continuarem, o ritmo das narrativas, os tiques-taques narrativos e os ganchos são alucinantes. Ainda não consegui perceber de qual das narrativas gostei mais, mas sei que não me aborreci com o facto de andarmos a deambular pela estrada do passado de Jorg e isso diz muito quando, normalmente, aquilo que se quer sempre é conhecer o futuro das personagens e não tanto o seu passado. Execução fenomenal.

Não abordei isto na crítica ao primeiro livro, mas faço-o agora: os verdadeiros inimigos de Jorg vão-se acumulando quanto à corrida ao trono imperial, mas nada demais especialmente quanto aos magos (a parte menos trabalhada da história).

Por outro lado, nunca tinha sido confrontado com um antagonista tão bonzinho como Orrin, Príncipe da Flecha. Isto sim foi inverter o tropo: nós a puxar pelo vilão contra o inimigo carregado de tudo quanto é valor luzidio e humano. Mas ver o mundo pelos olhos de Jorg deixa-nos assim. Puxa pela nossa parte mais cruel. Venha o terceiro e final livro do Império Quebrado.


O Príncipe de Espinhos

by TopSeller

O Príncipe dos Espinhos

de Mark Lawrence

A capa sombria apelou aos meus gostos de leitura mais umbrosos. O prólogo definiu vários aspectos da narrativa — como o narrador na primeira pessoa, o sombrio tom cínico e o enredo sangrento desde logo assente — grudando-me imediatamente a esta saga bastante bem construída.

Dominada pela vida dum jovem sociopata Jorg, e com o seu objectivo de se tornar rei aos quinze anos, a obra vai intercalando breves capítulos de analepses com a narrativa principal, sempre com um bom ritmo a revelar-nos momentos chave da vida de Jorg e vários pontos deste mundo bárbaro e selvagem que outrora pertenceu aos Construtores.

As personagens secundárias neste livro têm aspectos físicos, tiques e feitios deliciosamente descritos da forma mais cruel e cínica possível. Mas servem literalmente em todos os aspectos o protagonista Jorg. O que nos fica sempre é o facto de todos eles nos parecerem dispensáveis e descartáveis a todo o momento face aos interesses do protagonista.

Quanto ao mundo em si, temos o Império Quebrado, uma espécie de antigas províncias do Império Romano sem imperador e em luta aberta pelo poder desde que a linhagem imperial se extinguiu. Os laivos dos Construtores exploram a ideia de um futuro apocalíptico onde a humanidade regrediu à Idade Medieval (não é uma ideia nova, mas a execução promete algo novo).

Finalmente, quanto à escrita, Mark Lawrence brinda-nos com um dos textos mais cínicos da literatura, resvalando de uma normalidade cruenta para momentos de absoluta banalização de actos tão terríveis como incendiar, pilhar, violar e assassinar aldeias e civilizações inteiras. A metáfora dos espinhos e do espinheiro é igualmente muito bem trabalhada. Mas são as tiradas de Jorg e as suas observações cínicas a arrancar-nos sorrisos.

Concluindo, arrisco dizer que esta obra terá leitores que vão odiar profundamente esta história desde o primeiro momento e outros que a vão adorar. Não acredito que haja meio-termo relativamente a esta saga. Eu incluo-me naqueles que gostaram. E vou já partir para o segundo volume da trilogia.


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