Monthly Archives: Março 2016

Como me suportas?

As linhas da vida são todas tortas,
Como consegues e como me suportas?
Por entre tantas e tantas portas
E é com este tolo que te importas?

Sei que somos um conto de fadas sem fada
Uma música trágica, uma tragédia de balada
Em que sou eu príncipe sem nenhuma piada
Mas o mar não afunda este amor jangada.

Já viste os teus gostos e a tua tendência?
Sou só louco por ti desde a adolescência,
És minha metade, minha outra existência
E se eu errar, erro por ti, tem paciência.

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Assim que vens e chegas perto

Assim que vens e chegas perto
De mim com esse olhar liberto
E de sorriso subtil e esperto
Até o bater certo fica incerto.

Tenho vontade de dar com a cabeça
Na parede e de dar o peito a essa
Mão morena, espero que não pareça
Louco, mas sou-o por ti à beça.

Mandas em mim e eu não te obedeço
Dás cabo de mim, viras-me do avesso
Tiras-me do sério e aqui me confesso:
Quando partes só quero o teu regresso.

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Tempo para quê? By DAMA feat Player

“Todas as músicas que oiço parece que falam em ti
Umas dizem para agir, outras dizem para deixar,
Umas dizem para sorrir, outras dizem para chorar…”


Dc Comics – A Batfamily – 1ª Parte

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BY DC COMICS

Um dos aspectos que mais gosto em Batman é o modo como o seu legado se tem vindo a imiscuir cada vez mais nas entranhas dos cidadãos de Gotham. O facto daquela cidade ser uma metrópole viciada em caos e crime, fez surgir Batman, que por sua vez fez surgir toda uma família de super-criminosos dementes (que falarei noutro post). Mergulhados nesta escuridão, o que restou a alguns cidadãos de Gotham fazer? Seguir as pisadas do morcego, claro está.

Comecemos pelo manto de Robin. Quem o usou? O eterno Dick Grayson, que vai tornar a usar o manto de Nightwing após ter usado Grayson, agente 37, durante o último ano, é sem dúvida aquele que encarna o lado menos escuro do Cavaleiro de Trevas. Talvez represente tudo o que o Batman aspirou um dia a ser, uma melhor pessoa, um melhor herói. Talvez por isso, quando Bruce andou desaparecido pelo tempo, os fãs viram com uma naturalidade nostálgica o facto de o manto de Batman ser usado pelo primeiro dos sidekicks como o culminar da sua emancipação. Há muito que merecia um pequeno papel no pequeno ecrã, uma série de televisão só sua.

Depois vem o trágico Jason Todd, o actual Red Hood, arrogante e tão confiante nas suas habilidades que pecou ao tentar enfrentar sozinho o Palhaço do Crime. Valeu-lhe a morte e um tremendo ressuscitar por parte da Liga dos Assassinos. Traumatizado pela experiência, tornou-se em alguém que pode ir mais longe do que o Batman quando é necessário, inclusive matar quem se opuser às suas intenções. A par de Grayson, tem vindo a afirmar-se com uma personalidade muito própria. Enquanto Nightwing foi a evolução de um sidekick para um superherói, Red Hood foi a transformação de um Robin trágico num antagonista capaz do melhor e do pior. É sem dúvida uma das personagens para um dia vermos no cinema. É o único que nunca usou o manto do Cavaleiro das Trevas.

O perfeito Tim Drake, actualmente Red Robin, actual líder dos Teen Titans, é o segundo melhor detective do mundo, só ficando atrás do seu professor. É o único Robin cuja ascensão não se deveu a nenhum sortilégio trágico. Trata-se apenas de um predestinado, um carolas tão ou mais genial que Bruce Wayne na sua jovem idade. A série Batman Beyond aflorou a sua ascensão a Batman no futuro e parece-me que se há alguém que é perfeito em tudo para suceder a Batman é este jovem prodígio.

Por fim, o Robin mais recente. Damian Wayne, filho de Bruce e de Talia Al-Ghul, uma femme fatale que é só a filha de Ra’s Al-Ghul, o líder da Liga dos Assassinos. Juvenil, arrogante e impertinente. O seu feitio impetuoso e pretensioso rapidamente ganhou o coração dos  fãs. Para tal, muito terá contribuído uma história em que se aflorou também a sua ascensão a Batman. O problema é que este Batman matava e não tinha limites. Oferecendo tal futuro obscuro, claro que existe uma certa reserva da minha parte quanto a vê-lo tornar-se um futuro Batman; todavia abre também inúmeras hipóteses de conflito com os seus irmãos Robins, irmãos que ele diz desprezar enquanto tenta de tudo para os superar.

 


O Legado da DC Comics – 2ª Geração

Se tivermos em conta que por estes dias o Batman foi criado em 1939 (77 anos) e o Superman em 1938 (78 anos), não podemos pois estranhar o aparecimento de novas personagens ao longo dos anos, especialmente de sidekicks e de fansboys que se tornaram eles próprios grandes estrelas dos quadradinhos.

E porque vou falar destas personagens “secundárias”? Porque, a meu ver, o futuro destes filmes terá necessariamente que explorar o advento de novos heróis que se inspiraram nos Grandes Membros da Justice League. Uma vez que Suicide Squad está pronto para estalar com a tela dos cinemas, porque não pensar em Titans ou em Teen Titans também para o cinema?

Mas e se nos detivéssemos na segunda geração de heróis da DC Comics? Quem faz parte desta secundogénita geração?

Em primeiro lugar, o eterno Robin, Dick Grayson, mais tarde o fenomenal Nightwing e, recentemente, o Agente 37 Grayson. Sendo o sidekick dos sidekicks, o protegido de Batman ganhou um lugar de estima no coração de cada fã do Cavaleiro das Trevas, e para alguns, onde me incluo, a sua história tem vindo a ganhar cada vez mais consistência do que a de Batman. Os seus pais acrobatas são assassinados, Bruce Wayne adopta-o, Batman treina-o e, depois de inúmeras aventuras, o jovem Dick decide que é tempo de se aventurar a solo e torna-se o Nightwing. O rapaz é um galã, contando com Barbara Gordon, a Batgirl, e Koriandor, a Starfire, como maiores conquistas entre um rol interminável. É também o líder de maior parte dos Titans.

Em segundo lugar, claro, Wally West, o Kid Flash que já chegou a ser Flash e, na minha opinião, muito melhor que Barry Allen. Divertido, viciado em velocidade e corajoso não deixa de piscar o olho antes de desaparecer num sopro. Quando falo na necessidade de Barry Allen ser menos sério e mais divertido, falo como é óbvio no The Flash que mais pessoas gostaram, Wally West.

Em terceiro lugar, Garth, o Aqualad original, e aquele que tem estado menos em voga nos últimos tempos, muito por culpa do sucesso recente de Kaldur’ahm. É uma cópia quase perfeita de Aquaman na sua vertente mais explosiva e menos ponderada. Ainda assim, quem não precisa de músculo e de pulmão numa equipa destinada a combater vilões? Para além disso, novas histórias podem sempre ajudar a formar uma nova personalidade para este tosco ajudante do Aquaman.

Em quarto lugar, Donna Troy, a Wondergirl original. Criada propositadamente para os Teen Titans, tem vindo na fase remodelar de Wonder Woman a ganhar um novo fôlego como uma personagem mais trágica e vetada ao insucesso, incluindo a sua concepção barrenta; algo que abre muitas fugas narrativas em qualquer direcção. Não é de perto nem de longe uma cópia da Princesa Amazona e isso é muito bom.

Em quinto lugar, Speedy. Roy Harper adoptou vários nomes ao longo de décadas como Red Arrow ou Arsenal, mas sempre foi um desmiolado cheio de bravura com um arco e flechas. Cheio de problemas, a série Arrow não chegou sequer a mergulhar neles. Viver à sombra de alguém nem sempre dá muito bom resultado.

Depois temos Kara Zor-El, a Supergirl, bem conhecida hoje pela recente série televisiva. A prima mais velha, em teoria, de Superman é uma adolescente que não se consegue integrar no modo de vida dos seres humanos que vai tentando seguir as pisadas do seu primo Superman. As suas possibilidades de sucesso são quase infinitas, sendo que a série televisiva adoptou a pior das versões: uma cópia fiel a Superman… só que mulher… e não adolescente.

Como bem se vê, seis personagens, prontos a enfatizar o legado dos seus exemplos. É só uma questão de tempo até terem o seu nome num cartaz de cinema; que tal como Titans?

Ainda há mais gerações, mais grupos, e irei continuar a falar deles nos próximos tempos na falta de melhor coisa para fazer.

 

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by DC COMICS


A Coluna

Tento andar bem e de coluna
Erguida, elegante e sem lacuna
Por entre a gente da comuna
Mas vergam-me logo sem fortuna.

Porque não é bom quem o é
E quem não segue com a maré,
O mundo é chefiado pela ralé
Que sorri como padres sem fé.

A minha pobre coluna bem tenta
Andar erguida desde o ano noventa
E um, mas o orgulho não alimenta
E o dinheiro apenas me violenta.

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O Universo cinemático da DC Comics

Tanto Batman como Superman dispensam apresentações. Todos sabem quem eles são, todos conhecem as suas histórias, todos sabem o que eles significam e, mais importante, todos têm uma ideia quanto ao que cada um deve ser. Por isso o cuidado de pinças com estas duas galinhas dos ovos de ouro.

Por outro lado, existe um universo criativo, e bem maior, a ser explorado:

Comecemos pelas senhoras: Wonder Woman. A princesa amazona, recentemente, e bem, filha de Zeus, Diana, para a sua ilha natal, Themyscira, e Diana Prince para o comum dos mortais, tem como lema proteger o mundo dos homens dos próprios homens. Claro que o ênfase feminista é importante, sobretudo tendo em conta lugares deste mundo em que o papel da mulher nem sequer é tido em conta na sociedade, mas serve também para mostrar a independência e a força desta personagem que não pertence a homem nenhum, nem mesmo ao seu parceiro romântico Steve Trevor. A sua arma mais conhecida é o laço da verdade, o que abre um leque de possibilidades muito vasto quanto ao tema verdade vs mentira e suas questões adjacentes. Quanto a vilões, temos o panteão grego todo, dos quais se destaca Ares, mentor de Diana; Circe, uma feiticeira; e Chetaah, uma wildcard brutal com um potencial enorme. Recentemente, gostei de ver aparecer a Grail, filha de uma amazona e de Darkseid (O vilão dos vilões no universo DC). Muito por onde escolher como se pode ver…

Já aqui falei de The Flash, o velocista escarlate que é também um polícia forense. A recente série de televisão, e sua qualidade, tem servido para fazer aumentar o número de fãs que vão conhecendo a sua história. Desconfio, no entanto, que quem se entrega a este personagem não tenha intenção de fazer dele um rapazote escanzelado (metabolismo acelerado) e engraçado. Acho que seria a melhor perspectiva para um personagem que num piscar de olhos se coloca do outro lado do mundo. Terá de ser o pico do optismo no universo cinematográfico que conta com a escuridão de Batman e o messianismo de Superman. Quanto a vilões, uns ajustes nos nomes ajudavam sobremaneira a tirar este herói do consumo nerd. Zoom em vez de Professor Zoom é um exemplo natural, mas existem mais como Captain Cold, Weather Wizard e Trickster que podem e devem ser melhor escritos.

Next: Aquaman. Confesso que a complexidade deste personagem, Arthur Curry, é tanta que dou por mim meio baralhado por vezes. O facto de ele ser meio humano e meio atlante dá-lhe poderes como a força, a resistência, o controlo da água e de alguns dos seus animais. Até aqui tudo bem. Ele é um superherói. O problema vem depois; depois da sua mãe morrer, entenda-se. Ele é também filho de uma rainha atlante, o que o leva a ser mais que um superherói. É um rei superherói. E tendo esta responsabilidade, o seu caminho terá de ser percorrido enquanto príncipe atlante com um epílogo de coroação. Caso contrário, um rei que abandona os seus deveres para com o seu povo para vir combater em nome do resto do planeta… deixa de ser verossímil. Quanto a vilões, tem o seu meio-irmão traiçoeiro, aka Ocean Master, e Black Manta, um general terrorista atlante bem como a poluição dos mares, uma constante nas suas histórias. Uma breve referência para a qualidade da sua parceira Mera, uma feiticeira atlante. Os dois juntos fazem um par real muito bom.

Logo de seguida, Cyborg. Confesso que sempre vi Victor Stone como um Teen Titan, mas acho que realmente o personagem merece um destaque ao lado dos maiores superheróis da Terra. O facto de ele ser quase máquina abre inúmeras possibilidades narrativas sobre o nosso mundo tecnológico, a barreira homem/máquina, os laços, a dependência e independência… muita coisa para contar. Claro que há ainda a questão de em futuros filmes ele servir como mentor dos Teen Titans, fazendo assim a ponte entre estes e a Justice League. Em termos de vilões, ainda há pouco a contar dado a recente emancipação do personagem, o que nunca é mau. Só uma questão de criatividade para colocar este herói na senda mítica a que está destinado.

Quanto ao mais difícil de conciliar: Green Lantern. Existem inúmeros, uns mais interessantes outros nem tanto, mas aquele que sempre esteve mais em foco será sempre Hal Jordan. O piloto destemido, o anel verde, a força de vontade inabalável, a vastidão do espaço… tudo plots para explorar bem melhor do que o último filme deste herói. Existe um universo de vilões, dos quais destaco Sinestro e Paralax, ambos capazes de fazer sucumbir mundos ao seu medo, até porque a luta constante de Hal é contra o medo. Teremos, no entanto, que ter cuidado. O poder do anel é quase ilimitado; logo, colocar este superherói junto de Superman e Wonder Woman é quase como por o exército americano e o russo junto do exército chinês. Quem lhes pode fazer frente sem que se saiba o resultado no final? É nestes termos que a mediocridade de poderes do Capitão América ou da Viúva Negra dão jeito à Marvel. A Liga de Justiça só tem fodões, como dizem no Brasil, e isso pode prejudicar as histórias.

Shazam… devo dizer que o melhor deste personagem é o seu vilão Black Adam. O facto de ele ser uma criança há décadas arrepia-me um pouco. Até os Robins já cresceram e ele continua na mesma… Não lhe acho piada nenhuma e estou expectante para ver se posso ser surpreendido ou não com este capitão marvel… Shazam, perdoem-me. Acho que talvez uma reforma de 360 graus lhe faria muito bem. É muito infantil para meu gosto, nível teletubbie mesmo…

Há muito mais personagens, mas estes são aqueles que têm estado mais em foco nos últimos tempos.

Farei um post para falar dos personagens secundários que ganharam um legado próprio e merecido ao longo dos anos.

 

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by DC COMICS