Category Archives: Tolices

Mission Impossible: Fallout

Depois de ver o último trailer de Mission Impossible: Fallout, confesso, até fiquei com arrepios. Saber que Tom Cruise até partiu o próprio tornozelo e continuou a filmar ajuda, mas, vamos ser sinceros, saber que Ethan Hunt tem mais uma missão impossível mexe com tudo o que de geek há em mim.

Desta vez, parece-me, a missão de Hunt (caso decida aceitá-la) é a de derrotar o próprio Superman.

Impossível?

Não me parece…

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Alienação Parental…

Dizem que és meu pai,
Mas em ti não acredito,
Oh ser celeste maldito!
Um pai que é bom pai

Não faz abandonado
O filho nem se cala
Ou se esfuma da sala
Quando convocado.

Pai tenho o que minha
Mãe escolheu, não tu:
Sempiterna adivinha

Sem cara, sem nada
E de paradeiro não sito
Em parte determinada!


As palavras demasiado fortes

Alguém que escreva regularmente sabe dar-se conta do poder das palavras. A título de exemplo, requerer e solicitar são palavras diferentes de pedir. Senão vejamos: requer-se o pagamento de algo, solicita-se um documento nas finanças e pede-se um favor a alguém.

Nessa senda, é diferente ter desejos pelo pipi, pela vagina e pela cona de uma mulher. No primeiro caso, podemos estar perante a demência da pedofilia, prevista e punida pelo nosso Código Penal Português; no segundo ansiamos formalmente pela rápida abertura de um par pernas despido; e, por fim, ao desejarmos uma cona significa que estamos sedentos de penetrar algum orifício putanesco que só serve mesmo para esse efeito.

Ora, observando o politicamente correcto em vigor, temos hoje liberdade para tudo; especialmente para utilizar sem medos a palavra cona e suas derivações como conaça (quando é mesmo boa) ou coninha (quando é mesmo apertadinha). Temos até a liberdade canibal para dizer “quero comer uma cona!”.

Ora, a verdade é que, para além de se utilizarem livremente palavras horríveis nos dias de hoje, estas palavras banalizaram também sentimentos de despreendimento e descarinho pela mulher, alguém que também tem sentimentos (pelo menos algumas…) e que também sente como nós, homens (desde prazer à dor, passando pelo orgulho até à humilhação).

Por isso, e chegando finalmente ao desenlace desta ideia, pensemos um pouco se as mulheres, qualquer delas, que nascem, caminham e morrem ao nosso lado neste passeio pela vida merecem ouvir faltas de educação constantes relativos à sua genitália.

Acho que não.

Existem sempre palavras mais bonitas para usar e, para os mais criativos, inventem novas palavras.

Claro que não faltarão criaturas que adorem ouvir uns bons palavrões quando as hormonas pululam na cama e que pedem, requerem e solicitam palavras feias quanto à sua mariazinha. Qual o mal de asneiras e de as utilizar aí? Nenhum, desde que o façam sem desrespeitar a pessoa que está com vocês.

Não sejam toscos nem brutos.

Respeitem!


A Bebida…

Um dia o meu pai disse-me que cinco minutos de bebedeira podem deitar por terra a reputação de uma vida inteira. Como estava envergonhado e achei as palavras mesmo sábias, acedi com a cabeça e fiquei calado. (Bebera demais numa noite de festa, correra o risco de morrer para ali abandonado na casa de um parceiro de copos que não conhecia assim tão bem e envergonhara-me a mim próprio.)

Enfim, repetindo-me para o sublinhar, aceitei que o meu pai tinha razão.

De um momento para o outro, deixamos de ser o Zé, a Maria, o Chico ou a Joana e passamos a ser aquele tipo que bebeu demais e se vestiu de mulher (procurem o significado de hijra), adormeceu na sanita enquanto o vomitava por entre as pernas, correu despido à volta do hotel enquanto abanava a gaita ao passar por um casal de velhotes, acordou para lá das fronteiras num bordel espanhol de terceira categoria ou descobriu que afinal as algemas não eram nenhum fetiche de uma senhora, mas sim uma agente da polícia a constituí-lo arguido por ser levemente mais estúpido que os outros. Acreditem, a palavra envergonhar é um puro e brandíssimo eufemismo para as parvoíces que as leveduras do álcool nos levam a alcançar.

Mas o que vale é que todos temos a típica história borracha para contar aos filhos e aos netos.

Viva a Bebida!!!


A propósito dos falados assédios e das suas vítimas…

O que vou contar a seguir é uma história verídica que se passou à minha frente:

Num antigo trabalho, tive uma Colega que em certo dia, enquanto procedia sentada a fazer o seu trabalho à frente de sensivelmente dez clientes (dava cartas numa mesa de póquer), teve o meu director agarrado às costas da sua cadeira a fazer movimentos pélvicos, quase como um cão com cio… só faltava babar-se e relinchar como um cavalo ejaculante!

Os clientes viram, nós, colegas de trabalho, vimos, as câmaras de segurança viram e quem quer que estivesse ali por perto também viu a minha Colega a ser alvo de uma “simples brincadeirinha” do director.

Alguns minutos depois, saída da mesa, a tal minha Colega veio bamboleando-se para junto de mim e de mais alguns colegas e, muito ofendida, refilava: “Vocês viram o que o fulano sicrano me fez? Parecia um cão agarrado à cadeira! Que nojo…”

Ora, ingénuo demais na altura e preocupado com uma colega de trabalho, perguntei-lhe revoltado: “Porque não disseste nada em frente a todos os clientes?” e acrescentei: “Tinhas envergonhado o cabrão em frente a toda a gente…”

E a minha cara Colega respondeu a sorrir: “Oh, ele é o director, não posso fazer nada…”

Sinceramente, com esta moda recente de apontar os dedos, ainda estou à espera de a ver vir para algum jornal a denunciar o porco do meu director…

Terá coragem agora quando não teve há alguns anos em que tinha montes de pessoas prontas a testemunhar a seu favor? Quando tinha câmaras de segurança a filmar o sucedido?


Ébriando solitariamente…

Hoje à noite estava eu num bar
E, numa comichão, faltou-me o ar
Faltou-me o chão e faltaste-me tu,
Meu único par, para me amparar.

Estava só, rodeado de bêbados risos
E muitas piadas cheias de improvisos,
Mas, sempre em falta: os teus sorrisos
Amorosos e perfeitos e brancos e lisos.

Pior, as mesas do bar estavam cheias
Embriagando de alegria todas as veias
Mas, como um copo vazio e sem ideias,

Eu ia bebendo, bebendo e bebendo
Com mais a recordar do teu sendo
Do que para me ir de ti esquecendo.


De que adianta a luz do Sol?

De que adianta a luz do Sol
Se sem ti, e nesta escuridão,
Não vejo luzir nada de nada?

De que adianta o girar do Sol
Se sem ti, e nesta inexatidão,
Esta vida parece deseixada?

De que adianta o calor do Sol
Se sem ti, e nesta solidão,
Só sinto a minha pele gelada?

De que adianta o pôr-do-sol
Se sem ti, e nesta sofridão,
Nenhuma noite fica estrelada?

De que adianta o nascer do Sol
Se sem ti, e nesta ingratidão,
Não tenho tua boca apaixonada?