Category Archives: Fantasia

It – Chapter I

It

de Andy Muschietti

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by New Line Cinema

Ainda que atordoado com a péssima adaptação de The Dark Tower, o factor Stephen King (e os rumores de uma adaptação mais fiél…) levaram-me a dar mais uma oportunidade aos sacaninhas de Hollywood.

 

E pronto! Desta vez foi bom.

Eu, que me por norma fujo aos filmes de terror (temos que admitir que há muitos mais filmes de terror péssimos do que bons…), achei o argumento fiel ao original, ainda que com algumas mudanças desnecessárias, mas não desadequadas de todo. A cena inicial é fortíssima, o desenrolar flui a um ritmo agradável e o epílogo deixa-nos a ansiar por mais (talvez na semana seguinte, e não imediatamente a seguir… por causa dos problemas de coração!)

Quanto ao tom (leia-se sustos…), importa referir que It não é um filme de terror puro e duro. Tem uma componente dramática relativamente à maior parte dos personagens que integram a estória, tem uma componente cómica (ou não tivesse o filme palhaços…), tem uma componente mais sanguinolenta (o tal “gore”) e tem alguns momentos que nos levantam da cadeira (A mim só me levantou uma vez 🙂 , mas acredito que existam cenas capazes de levantar muitos mais rabos da cadeira…)

Quanto ao ponto forte: bons argumentos apresentam sempre boas personagens: há o palhaço (filho da puta, cabrão… e todos os nomes que me lembrei de lhe chamar quando o sacana me assustava…), os bullies (sendo um deles um completo sociopata…) e, como ex-libris, há o grupo dos Falhados: o gago (o centro da estória), o gordo (o culto), o caixa-de-óculos (o linguarudo…), o preto (o forte), o medricas (o amigo), o hipocondríaco (o esperto) e a moça abusada e cheia de “famas” (a rebelde).

Quanto aos efeitos sonoros, estão muito bem conseguidos (ou não fosse um filme de terror…) e as músicas que surgem servem apenas para prolongar os nossos medos ou convencer-nos do quanto os miúdos eram uns verdadeiros falhados.

Depois há aquela mensagem sublime: há que ter medo dos monstros, mas há que os enfrentar uma e outra vez até finalmente os vencermos…

Aguarda-se o capítulo 2…

 

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The Dark Tower – Filme

The Dark Tower

de Nikolaj Arcel

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Trocadilhando com sotaque brasileiro, um baseado é um pedaço de droga enrolada em mortalha. E este filme, baseado na obra de Stephen King, é apenas e tão só isso mesmo: um baseado de merda.

Aproveitam-se os nomes, aproveitam-se alguns números e algumas ideias, dá-se-lhes uma cor nova (como sucedeu no caso do Pistoleiro) e vamos lá começar a escrever um guião parecido com aquela treta de saga que, só por acaso, é a obra predilecta desse escritor tão pouco conhecido que é o Stephen King.

FODA-SE! Devolvam-me o meu dinheiro, por favor!

Não há um único ponto forte neste filme e até o super Matthew McConaghey se mostra sofrível e… enfim… no papel de uma personagem unidimensional.

Ahhh!!! Que diabos levam alguém como essa amostra de argumentista chamado Akiva Goldsman (vejam aqui o que já escrevi sobre ele), cujo sucesso até à data é relativo, a achar que pode mudar por completo a saga The Dark Tower?

Sinceramente, como se a história de Idris Elba vestir a pele do Pistoleiro não desse já azo a desconfianças, muda-se também a gênese do personagem? É o meu Roland, dirá Akiva… e nós dizemos: vai-te foder, Akiva!

Roland Deschain busca a Torre Negra, não busca vingança! Como é possivel inverter até o essencial das coisas neste filme baseado de merda? Nem sequer há a grande decisão do livro ou outra qualquer digna de nota. Nem sequer as cenas de pistoladas são boas…

Um amigo meu comentou em jeito de brincadeira que esta versão de The Dark Tower deve ser uma versão do outro onde e quando de Akiva Goldsman. Sinceramente, espero nunca vir a conhecer o mundo deste idiota armado em defensor da igualdade de raças… Deve ser só trevas e fogo…

Em suma, este filme é apenas uma punheta sofrível, gratuita e medíocre (acho que nunca avaliei tão pobremente  um filme); pelo que merece certamente ser esquecido o mais depressa possível. Aliás, já!

Vou voltar ao sétimo livro da saga e acabar de ler essa maravilhosa obra original de Stephen King…

PS: A sério, será que ninguém vê Game of Thrones? Isso sim é uma obra de arte baseado numa grande obra literária.

 


Vinte Anos de Harry Potter

Ainda que longe de ser uma das minhas séries preferidas de livros, a verdade é que a magia de J.K. Rowling me encantou durante os breves anos da minha adolescência. A febre era tal que consegui ler a Ordem da Fénix (o maior livro da saga) nuns rápidos e necessários três dias e meio (talvez quatro, vá…).

Quando me perguntam o que acho da saga de Harry Potter ainda hoje digo o seguinte: bons prólogos, alguns demasiados sombrios para o seu público alvo, um vilão carismático e sete livros cheios de problemas atrás de problemas de três adolescentes mágicos que, num verdadeiro caminho sinuoso, se tornam adultos no final do sétimo livro. Claro que haverá mais por dizer, bastante mais…

Contudo, hoje quero mesmo é prestar uma pequena homenagem a uma das poucas sagas de livros que, ainda que tenha os seus defeitos, encantou várias gerações e nos devolveu a magia das letras e a fantasia da nossa imaginação ao glorioso panteão da Grande Literatura.

E no que a mim me diz respeito cumpre também referir, com alguma nostalgia à mistura, que conheci os corredores da minha própria escola enquanto ia também descobrindo os corredores Hogwarts, joguei futebol ao mesmo tempo que ia dando conta do que era o quidditch e experimentei o meu primeiro beijo no mesmo ano que Harry beijou Cho Chang.

Talvez haja ainda mais que vos possa contar, mas perderia a magia…

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by Bloomsbury Publishing