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Chuva Molha-Parvos

Molhando este parvo, gotículas minúsculas e irregulares…
Nem sequer tocam o chão, quanto mais molhá-lo!
Ainda assim, não tarda e voltam às nuvens e voltam a cair

Novamente, novamente, novamente e novamente…
Até acabar a água azul desta casa, um ciclo sem novidade:
Cai das nuvens, molha parvos, rega solos e ascende aos céus.

Depois, gelada, torna a chuva a cair em cima dos parvos
E tomam os parvos o seu lugar por baixo da chuva,
Enfim, tomam os parvos o seu lugar no ciclo da água!

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Mono No Aware

Mono No Aware

de

Ken Liu

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Kanji de Mono no Aware

Ainda que o título sugira algo completamente enigmático, este pequeno conto (que venceu o Prémio Hugo para a mesma categoria) debruça-se sobre a grande próxima aventura da humanidade: deixar o nosso condenado planeta e seguir à procura de um novo lar pela imensidão do cosmos, com todos os perigos inerentes.

Contudo, através da história do protagonista (o último japonês do universo com quem simpatizamos imediatamente) e duma subtil metáfora, revela-se uma mensagem sobre a consciência da transitoriedade das coisas que me tocou verdadeiramente.

Olhamos para as coisas, especialmente as mais belas, e sabemos que elas se vão findar um dia e isso entristece-nos, mas ao mesmo tempo damos conta que essa existência efémera faz parte deste universo. Porque me comove? Porque não me revolta? Porque um dos objectivos da história é precisamente aconselhar-nos a aceitar que somos apenas excertos, passagens, flores e borboletas de um livro cujo autor, pagína de início e página final se desconhecem.

O conceito japonês Mono No Aware (sensibilidade melancólica sobre coisas efémeras) é uma preciosidade cultural nipónica e através deste conto (de ficção científica) o Autor dá a conhecer ao mundo este étimo de forma ímpar. Parabéns, Ken Liu!

Sei que os prémios valem o que valem, mas este conto merece mesmo ser distinguido. Aconselho vivamente, até porque a Saída de Emergência publicou o mesmo conto na sua BANG! e esta revista tem a apelativa qualidade de ser gratuita.

 


DEBATES IMPROFÍCUOS

Dentista com o paciente:
– O senhor tem os dentes tortos, quer colocar um aparelho?
– Quem disse que tenho os dentes tortos? A senhora? Já viu que está a ficar careca?
– Eu a ficar careca? O senhor usa óculos de garrafão!
– A senhora é gorda!
– Contudo, o bafo do senhor tresanda a álcool!
– E a senhora tem cara de quem precisa de sexo!
– E você é um pulha que deve bater na sua mulher só porque ela lhe diz que tem os dentes tortos!
– Eu tenho os dentes tortos? A senhora está a ficar careca! Quem é você para me dizer que estou a ficar com os dentes tortos?!?!?

Quem atentar bem a este pobre e caricaturado diálogo, percebe facilmente que os dentes tortos do paciente são o primeiro problema identificado. Igualmente percebe que lhe é sugerida uma solução. Contudo, ofendido o paciente (quiçá estúpido como uma pedra…) pelo notado problema, ignora a sua tortuosa dentadura e parte para o “Quem é você para me dizer o que quer que seja? Você até tem igualmente defeito!”. Por sua vez, igualmente ofendida pelo paciente, a dentista retribui na mesma moeda e leva retorno e torna a responder e assim sucessivamente até facilmente percebermos que o primeiro problema (os dentes tortos do paciente) continua por resolver e vai continuar por se resolver.

Isto, infelizmente, é o que temos na televisão portuguesa (especialmente no mundo do futebol e na vida política). Argumentos sobre um tema rapidamente se dispersam e divagam para o “Queres que eu respeite isso, mas tu nunca o fizeste!” ou “Sim, sim! Mas o teu clube/partido é tão incompetente/criminoso como o meu!”.

Portanto, o que temos para discutir quando as pessoas não sabem discutir? Como encontramos juntos uma solução se as partes se focarem apenas em comparar problemas? Mais, o que fazemos quando esta forma de desargumentar é reiteradamente propositada pelos propagandistas do inócuo e do vazio?

Bem sabemos que existe a liberdade de expressão, mas onde está o acrescer da responsabilidade inerente a quem tem voz pública e a exerce de forma leviana, imprecisa e geralmente de forma sofista?

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Entre o Sol e a Lua

Prisão celeste, drama astral
Firme no vazio, que é tão frio,
E aqui no meio o poeta azul,
A contemplar o amor ancestral:

Solta o sol! Deixa ele solto
Com os seus reais e solenes
Raios alaranjando a prata
Selene, sempre solteira e

Sempre tímida (quando ele
Aparece, esconde-se ela
Reluando para outro lado),
Mas é amor, amor imaculado.

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2666

2666

de Roberto Bolaño

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Uma vez que a magna obra póstuma de Roberto Bolaño é dividida em cinco complexas partes, e de forma a fazer justiça ao Autor, decidi pronunciar-me separadamente sobre as cinco partes, que até tinham o propósito de ser cinco livros independentes dentro do mesmo universo, mas que, por decisão editorial e dos herdeiros, foram conjugados neste monstruoso 2666. Depois, logo farei a conclusão referindo-me em geral a toda a obra.

A Parte dos Críticos

Três críticos: um francês, um espanhol e um italiano tornam-se amigos através do gosto que nutrem pela obra literária de um enigmático autor alemão chamado Benno von Archimboldi. Tal paixão junta-os e permite-lhes bons momentos de fraternidades. Depois entra a única mulher do grupo, uma inglesa, e coloca tudo em alvoroço. E mesmo dentro deste alvoroço, a busca pelo referido autor alemão continua e leva-os até Santa Teresa, uma cidade mexicana fronteiriça onde mulheres são todos os dias assassinadas.

Ainda que os ganchos do Autor sejam sublimes e de alguma maneira originais, eles existem e obrigam-nos a virar a página. Claro que o arco narrativo é simplista e os três críticos mais não são que simples estereótipos do francês romântico, do espanhol de sangue-quente e do galante italiano (ainda que de cadeira-de-rodas…); mas temos Liz Norton, a inglesa, que é de longe a personagem mais interessante nesta Parte. Os seus medos femininos, os seus desejos femininos e as suas escolhas femininas são simplesmente humanas e falhas por isso mesmo.

Esta parte serve igualmente para levantar os dois pontos essenciais a compreender nesta obra: Benno von Archimboldi e Santa Teresa.

A Parte de Amalfitano

A parte das potenciais vítimas, como eu gosto de lhe chamar, tem menos personagens interessantes, mas o arco narrativo de Santa Teresa adensa-se e surge aqui a história de Amalfitano, um marido abandonado que se queda a cuidar da filha Rosa num ambiente que faz lembrar um lento, louco e suado purgatório para todos os que nela vivem.

A prosa do Autor consegue que cada palavra surja húmida, tensa e preocupada com o que se passa. Há medo, medo profundo e ansiedade neste pai a quem a droga e outros demónios mais lhe roubaram a mulher e cuja cidade onde vive lhe ameaça roubar também a filha.

Uma constante também é o medo de não nos lembrarmos. Evidentemente o medo de deixarmos de ser quem somos, e, portanto, o medo maior que alguém pode ter; não o supera sequer o medo da morte. Temos medo de nos esquecermos e de nos perdermos do nosso caminho, temos medo de nos esquecermos de quem somos e de nos perdermos da nossa alma e temos medo de nos esquecer de quem somos e deixarmos de existir ainda antes da nossa hora chegar. Bravíssimo este ponto de vista!

A Parte de Fate

Aqui a história, cruzando-se com a de Amalfitano e de Rosa, acompanha um jornalista que tem de cobrir um combate de boxe em Santa Teresa após perder a própria mãe. Não é uma parte fácil, está cheia de confirmações súbitas e de subtilezas suspeitas: há um serial killer em Santa Teresa, mas quem é (ou quem são) e porque são as vítimas apenas mulheres?

Há partes brilhantes, especialmente a do velho Barry Seaman (um arrependido Black Panther) que não vê os seus jovens aprenderem com os seus erros e com as suas lições. Depois o combate de boxe: toda a subtil violência social que gira à volta de um acontecimento explicitamente violento. Há os ricos, há as apostas, há as putas, há o sangue, há o conluio entre comunicação social e o poder… e há os vícios. Neste combate, e no que lhe sucede, encontra-se o primeiro indício que os assassinatos de mulheres não são apenas um erro do sistema culminados num ser hediondo, sociopata e misógino, mas sim algo mais… muito mais!

A Parte dos Crimes

Sendo de todo a parte mais entediante do livro (morreu esta, morreu aquela, foi encontrada aqui, foi encontrada ali…) é também a maior parte. E esta maior parte tem personagens interessantes – como o detective Juan de Dios Martinez, que sofre dos males do sexo desapaixonado, ou de Klaus Haas, um empresário alemão que se vê injustamente enclausurado numa prisão que mais parece o malebolge de Dante  – mas, sem sombra de dúvida, a grande personagem é a cidade de Santa Teresa. Diabos, é uma litania de raptos, torturas, violações, mortes e achamentos de cadáveres de tal ordem que a certo ponto (tal como na realidade) deixarmos de nos chocar e deixarmos de lhe prestar a devida importância. O desenrolar da lista de cadáveres (e nem todos do serial killer…) é assustadora e revela a verdade assustadora sobre a referida cidade: mesmo com a existência de um serial killer o que ressalta é a podridão humana que urbaniza malogradamente aquele pedaço de deserto fronteiriço.

A Parte de Archimboldi

A melhor parte do livro, sem dúvida nenhuma, conta-nos a história do jovem Hans Reiter e do velho Benno von Archimboldi. Ambientado na Alemanha no período que antecede a Segunda Guerra Mundial, no período da mesma guerra e no período que lhe sucede, vemos pelos olhos do desengonçado Reiter o mundo sucumbir e vemos uma paz assustada a ressurgir.

Não sei se o Autor fez de propósito ou não, mas a verdade é que talvez se possa desenhar um paralelo entre o inferno da Segunda Guerra Mundial e o inferno de Santa Teresa, que apenas surge na última parte para juntar as pontas soltas das outras quatro partes.

Mais, Archimboldi não nasce na guerra, mas nasce da Segunda Guerra Mundial e, no fim, prepara-se para enfrentar Santa Teresa. Mais que escritor, sempre soldado…

E o fim? Tão subtil, tão maduro e tão triste. O último monólogo do vendedor de gelados, queixando-se que as pessoas apenas se lembram do nome do gelado e não do nome nem da história do seu criador (que porventura quase parece que existiu apenas para dar o seu nome à porcaria dum gelado) é um subtil e final desabafo de um Autor, talvez com medo de ser esquecido e talvez com inveja da própria obra que ele mesmo criou. Paradoxal? Certamente. Verdadeiro? Claro. No fim da vida de uma pessoa que interessam os prédios que ergueu, as pontes que levantou ou os livros que escreveu? Já que o corpo não aguenta o que interessa é que a nossa história seja recordada!

Magnífico!

CONCLUSÃO SOBRE 2666

Vamos ver, certamente que cada uma das cinco partes, ainda que com valor próprio e mesmo funcionando no mesmo universo do Autor, seriam, divididas, boas estórias (mas nunca uma estória transcendente, como é o caso de 2666).

Truques narrativos, paradoxos, metáforas, estórias e histórias… 2666 é, como o número indica, uma besta ao quadrado em todos os sentidos. Narrativa, personagens, descrições: arte bestial ao quadrado! É apenas preciso um pouco de paciência e tempo, muito tempo. Demorei quase sete meses a acabá-lo (se bem que gosto de ler para me afastar da realidade, algo que é impossível com 2666, pelo que também não consegui pegar nele muitas vezes dois dias seguidos… demasiada realidade cruel).

Contudo, não há como negar a prosa agradavelmente divagante (e ainda assim objectiva) de Roberto Bolaño. Fenomenalmente, há um paradoxo evidente nesta obra: se lida depressa, entedia. Se a lermos devagar, caímos no desafio e colocamo-nos a pensar – o que alguns até acham perigoso. A quantidade de pensamentos, de ideias e de silêncios que despontam desta única e gigantesca obra é fenomenal e não me admira que digam que caiba o mundo inteiro nela nem que seja já um clássico da literatura mundial.


Crítica: Romão e Juliana

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Romão e Juliana
de Mário Zambujal

Evidentemente, a obra (de leitura rápida) é uma paródia do reconhecidíssimo, trágico e intemporal par romântico Romeu e Julieta, de William Shakespeare. Ora, paródias servem para rir, e é essa a principal missão deste Romão e Juliana: arrancar sorrisos com o velho e bom humor português.

Contudo, ainda que haja algum paralelismo em termos de arco narrativo com a peça inglesa, não deixam de se alçar e realçar as diferenças evidentes entre o par de Shakespeare e o par  de Zambujal. Logo, nota a tomar: Romão não é Romeu, Juliana não é Julieta.

Dito isto, tentem adivinhar o fim ao mesmo tempo que se riem das bacoradas a aleivosias de Mário Zambujal, um autor sempre irónico, e ora subtil ora descarado.

Ponto menos bom (e atenção que não é mau): existem discursos demasiadamente difíceis e elaborados. Ninguém fala assim, mesmo no tempo de D. João V. Contudo há a reparar que tal linguagem talvez seja propositadamente utilizada com o fim de sublinhar toda a ironia da obra. Sinceramente, apenas assim a percebo.

Por fim, não tendo como missão ser levado demasiado a sério, Romão e Juliana apresenta-nos um Portugal que a nós, portugueses, nos é ainda assim familiar. Quiçá pelo humor velhaco (mesmo dos libertinos mancebos) ou pelo amor malandreco que tão bem caracteriza as gentes de Viriato, a verdade é que esta obra vai mais além do que uma mera paródia e dá-nos uma ideia do que era e ainda continua a ser o amor à portuguesa.

Apetece-me mesmo dizer que me encontro convencido que o próprio amor à portuguesa parodia todos os outros amores. Será isso bom? Será prático? Não sei, leiam esta obra e depois logo chegamos a um consenso.


Ressaca das Eleições Brasileiras

Enquanto português, e, por isso mesmo, com olho externo sobre o Brasil, penso que as causas sobre a ascensão de Bolsonaro são as seguintes:

1. Problema estrutural de educação.
Têm uma taxa de analfabetismo que julgo rondar os 7,2% segundo as últimas notícias que li sobre o assunto. Depois, e perdoem-me os brasileiros, a qualidade do ensino é péssima. Qualquer tipo que tenha frequentado uma escola portuguesa (cujo ensino público não é assim tão bom…) chega ao Brasil e se destaca (mesmo o aluno com mais dificuldades). Mais, e apenas a título de exemplo, encontrar um brasileiro que saiba falar inglês é uma raridade e a História de Portugal (que tem a sua influência, para o bem e para o mal, na História do Brasil) é algo bastante brumoso para a maioria do povo brasileiro.

2. A Presidenta Dilma
Mais preocupada em ser chamada de Presidenta do que noutro assunto qualquer (uma tremenda parvoíce, sendo que presidente é já só por si um étimo sem género e não há nenhum “presidentO” na língua portuguesa…) , a dona Dilma foi eleita pelo povo brasileiro, mas nunca percebeu que já não se encontrava ao serviço de Lula da Silva e nunca percebeu que a figura do Presidente do Brasil nunca poderia, em momento algum, pôr-se a tentar proteger um cidadão investigado por crimes de corrupção. Percebendo de antemão alguma frustração por algum abuso das entidades judiciárias, tentar fazer regressar Lula ao governo foi, mais que um erro crasso, um atentado à transparência política e um convite claro ao impeachment que sofreu.

3. Lula da Silva
Talvez por teimosia ou talvez por falta de melhor aconselhamento, Lula da Silva arrastou o PT para a fossa, não percebendo a importância do seu partido para a estabilidade política do Brasil. Mais, a falta de sentido de estado foi tão grande que em vez de se afastar da sua afilhada Dilma, do PT e do governo, ainda tentou voltar a concorrer às eleições, fraturando assim tanto o eleitorado como dando a entender que no PT não havia ninguém capaz para lutar por ser presidente.

4. Partido dos Trabalhadores
Não, nem todas as pessoas que votam em Bolsonaro são fascistas ou misóginas; pois algumas delas votaram em Lula e em Dilma. O PT, e suas bases, pagam agora por não terem criado um aparelho profissional, competentes e desgarrado de personalidades. A idolatria incondicional que prestaram a Lula, querendo colocar em causa o próprio aparelho judiciário, foi mergulhar na merda e continuara chafurdar nela. Mais, qual era o programa de governo de Hadad? Os projectos? As ideias? Resposta inacreditável: indulto a Lula. Mesmo sabendo que eles acreditam plenamente na inocência de Lula, o que pensa o resto do mundo? Apenas uma coisa: a corrupção é sistémica.

5. Direita Brasileira
A Oposição está sempre à procura de poder, dê por onde der, e conforme os métodos que estiverem à sua disposição. Socorrendo-se dos valores conservadores de Moro e restante companhia judiciária, fizeram um aproveitamento político e, passe a redundância, baixo. Claro que não contavam com a ascensão de Bolsonaro, mas talvez lhes sirva de lição.

6. Aparelho Judiciário
Não colocando de parte a hipótese de Lula ter sido efectivamente corrompido, o que está em causa é a entrega de uma casa (e outros valores) a Lula como contrapartida deste, enquanto esteve no poder, os favorecer ilicitamente. Contudo, ressoa (nunca consultei o processo) a inexistência de provas…
Mais, se fosse em Portugal que Moro (sabe-se agora apoiante de Bolsonaro) aparecesse durante uma campanha política revelando documentos em segredo de justiça via-se logo a contas com um processo disciplinar. No Brasil aplaudem o seu “heroísmo”…

7. Comunicação Social
Não é por a comunicação social se ter tornado um negócio que os deveres de prestação de informação isenta e precisa, bem como os deveres de prestar programação de qualidade (e não apenas futebol e big brothers e companhia…), se devem descurar. A título de exemplo, qualquer jurista português se assusta com aqueles programas brasileiros em que o jornalista entrevista um tipo detido e algemado e lhe pergunta “Porque você matou a sua mãe?”. Esse tipo de programas é um atropelo aos direitos fundamentais de qualquer cidadão, mesmo dos cidadãos mais torpes e, no entanto, é um tipo de programas que continua a existir. Desculpem-me os consumidores desses programas, mas esse tipo de programação emburrece as pessoas e torna-as mesquinhas e de visão curta.

8. Insegurança
O medo destrói regimes e a promessa de segurança ganha votos. É tão simples como isso. O Brasil teve mais assassinatos este ano num ano do que a União Europeia e os Estados Unidos da América juntos. Porque diabos o PT e os outros não tomaram nenhuma medida contra esta insegurança? Por amor de Deus, não custa a perceber isso, era só ver a Tropa de Elite (1 e 2)!

9. Igreja e bispos e padres de merda
“A César o que é de César, à Igreja o que é da Igreja.” Disse Jesus Cristo.
Contudo, os bispos e parolos religiosos querem mais que o Reino de Deus! Querem poder! E, por isso, toca de aproveitar a necessidade de orientação espiritual das “ovelhas” e apoiar Bolsonaro…

10. Povo
Por fim, ao contrário do que alguma comunicação social parece querer fazer crer, havia escolhas políticas para todos os gostos. Não existiam apenas PT (nem nomeio o boneco que concorreu por este partido) e Bolsnaro. Havia mais! Muito mais! Havia conservadores, liberais, socialistas, comunistas, centro-esquerda, centro-direita…. uma lista sem fim! Mas as pessoas preferiram um cowboy que respira fascismo por tudo quanto é poro. Logo, não adianta muito queixar-se quando começar a existir tiro por todo o lado e prisões sem ordens judiciais!