Category Archives: poema; beijo; amor; paixão; necessidade

Cachorro Abandonado…

Quero apagar tuas músicas
E jogar fora essas melodias e
Essas letras que me fazem
Lembrar de ti a dançar e a
Balancear sorrindo sem jeito.

Quero queimar as tuas fotos
E jogar fora todas as imagens
E montagens que me fazem
Lembrar das noites infindas
A sorrir por te ter comigo.

E quero romper esta pulseira
E jogar fora todos os presentes
E todas as ofertas que me fazem
Lembrar de quando te lembravas
Deste cachorro abandonado…

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Só quero que te vás…

Acabou, morreu, é o fim…
Não tem mais como nem
Quando nem porquê…
Terminou, estou farto da
Dor, de sonos penados
E dos choros decorados…
Afasta-te, corre e sai só
Senão eu empurro-te
E jogo-te para longe
E eu não quero isso
Só quero paz, alguma paz,
Só quero que te vás…


Sem paciência…

Sem paciência para o drama
Da moça que não sei se me ama
Ou se prefere ser solta dama,
Hoje só quero sair desta cama
E esquecer tudo, toda a grama
Deste peso vazio que me trama…


Abelhinha…

Voando e zumbindo pelo ar,
Vieste pousar no meu peito,
Abelhinha, e foi nesse lugar
Que aprendi sem preconceito

A loucura melíflua de amar
Teu perfume e o teu perfeito
Beijo e, já perdido, a imaginar
O meu doce desejo satisfeito.

Mas, Abelhinha, tu tens ferrão
E ferraste-me agora e sem razão,
Inchando de pronto este coração

Com dor, impotência e um vazio
Que, por causa desse teu desvio
Sombrio, é o maior que já se viu!


Perdido…

Estou perdido…
E não me acho a mim…
Nem te acho a ti…
Não sei onde andas…
Nem o que sentes mais…
Só sei que continuo aqui…
Mas está ficando difícil…
Está custando muito…
Está doendo muito…
E não ajudas muito…
E eu não sei mais como…
Eu não sei, não sei, não sei…
Como parar este vazio…
Como parar este remoinho…
E como manter-me de pé…
Perante essa distância…
Perante essa confusão…
Perante essa frigidez…
Estás mais distante que nunca…
E eu bem tento…
Tento chegar-me…
Tento aproximar-me…
Tento acercar-me…
Mas foges e esgueiras-te…
E escondes-te e quebras-me…
Quebras-me as forças…
Nas pernas, nos joelhos, no estômago…
Nas mãos, nos braços, no peito…
E estou cansado, quase esgotado…
De correr, de puxar, de lutar…
Só, sozinho, solitário…
E, se não dá mais, diz…
Ou grita…
Grita com força…
Grita com raiva…
GRITA-ME, MERDA!…
Grita-me até que oiça tudo…
Pois se precisas de lutar…
Para te lembrares…
Para te importares…
Se precisas de lutar…
DE LUTAR…
Para me amar…
Talvez não esteja só eu…
Perdido…
Talvez já esteja tudo…
Perdido…

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Naquela hora…

Tu sabes que naquela hora
Em que dizes que me amas
Tudo neste mundo melhora:
O lume ganha mais chamas,

Qualquer dor deixa de chora,
Apagam-se todos os dramas
E, com esse riso posto cá fora,
Toda esta paixão me inflamas.

Por isso, diz e deixa-me ouvir
Que me amas, pois se eu vir
E ouvir em cada dia por vir

Essa palavra, eu me aventuro
Dizendo que já sei teu futuro:
Serás feliz e nada será escuro.

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by Vampire Diaries

 


Vida Confusa

Ah!, vida confusa,
Que te intrometes
Nesta grande causa
E que nos submetes

A milhas de obtusa
Distância, prometes
Que à minha musa
Não picam alfinetes

De dor e incerteza?
Eu cá juro braveza
E também a firmeza

De galgar céu e mar
Até se me acabar o ar,
Tudo só para a amar…