Category Archives: Eu

Conhecer a pessoa…

Se souberes o que uma pessoa recorda, se souberes o que dói a uma pessoa e se souberes os medos que a pessoa tem, parabéns, conheces a pessoa por completo…

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De Cicatriz em Cicatriz…

Na vida, sempre um aprendiz
Buscando formas de ser feliz,
Mas, como Dante por Beatriz,
Vivo de cicatriz em cicatriz

E, mais que muito machucado,
Continuo à busca dum ducado,
Dum paraíso obscuro, intocado
E talvez de defeito delicado.

E não, não estou aqui doente,
Só que dói como um sol poente
Em dia de Inverno prepotente,

Dói como faca cravada no peito,
Dói como todo o feito defeito
Deste sujeito sempre imperfeito.

 

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African man with scars by Christian Luneborg


Frio…

Aqui, perdido e vazio,
Sentindo o lado frio
Da cama, estendo sombrio
A minha mão e esvazio-me

De esperança! Não resta
Mais nada aqui nesta
Hora em que esta besta
Tenta só dormir a sesta?

E sem o calor do sol além,
Será que tens frio também?
Ou será que já tens alguém
E eu passei a ser ninguém?

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Arte enquanto instrumento de evolução…

Quando um olhar da geração de 90 vê um vídeo de Elvis Presley  a primeira coisa que faz é sorrir e perguntar “Porque é (atenção ao presente) o Elvis tão importante?” A resposta é bastante simples: porque eles vieram mudar um pouquinho as coisas.

Elvis começou por abanar as ancas, um movimento carregado de obscenidade para a sociedade em que ele cresceu (as televisões só o filmavam dos ombros para cima…). Portanto, antes de Elvis ninguém abanava as ancas. Depois vieram os The Beatles, e aqui já não era só uma vedeta a abanar as ancas mas sim quatro vedetas carregadas com um estilo mais urbano. Em seguida, Jackson 5: um grupo de afroamericanos abanando as ancas e dando à luz o moonwalk de Michael Jacskon, que viria a tornar-se o centro do mundo nos anos oitenta à medida que outras bandas surgiam com o jacobino slogan “Sex, Drugs and Rock n’ Roll”…

E assim por diante até aos dias de hoje… a grande qualidade da arte popular é ter a capacidade de alterar mentalidades aos poucos. Logo, não é de admirar que os estados totalitários tentem controlar os seus artistas. Os artistas (escritores, pintores, músicos, actores…) são talvez os maiores responsáveis pelos ventos de mudança de uma sociedade.

Claro que depois há aqueles artistas inócuos ou apologistas da violência, mas esses nem sequer aqui merecem ser recordados pelo nome.

O que merece ser destacado é a arte e o seu importante papel na mudança de mentalidades.

Fica abaixo uma sugestão para hoje:

 


O Rescaldo de Portugalov no Mundial

Ontem Portugal foi eliminado do Campeonato Mundial da Rússia e, como é óbvio, fiquei triste enquanto português de gema.

Contudo, portugueses, a nossa História é demasiado grande para dizermos “Voltamos à mesma merda de sempre…”. Que diabo! Será que neste momento o mérito da nossa História se formula e reformula de dois em dois anos consoante os resultados de uma mera equipa de selecção nacional de futebol?

Não, claro que não!

Temos a nossa cultura, temos a nossa língua, temos os nossos feitos históricos, temos a nossa comida, temos o nosso jeito de ser… liguem mais ao que foi Portugal, ao que é Portugal e ao que pode ser Portugal. Não há cá lágrimas para o futebol, guardem-nas para quando são realmente necessárias…

Deixem lá que o futebol português terá novamente motivos para comemorar…

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Fernão Magalhães, um verdadeiro herói nacional…

 


SEXISMO vs PRAGMATISMO

Eu compreendo que a luta pela igualdade é, e deve ser, uma constante em todos os cidadãos. É meu entender que “Ninguém pode ser privilegiado, beneficiado, prejudicado, privado de qualquer direito ou isento de qualquer dever em razão de ascendência, sexo, raça, língua, território de origem, religião, convicções políticas ou ideológicas, instrução, situação económica, condição social ou orientação sexual.” (Cfr. Artigo 13º/Nº2 Da Constituição da República Portuguesa)

Mas, não querendo sequer falar do machismo (até porque os seus defensores já são considerados broncos pelos seus semelhantes mais evoluídos…), a verdade é que algum feminismo, pelo menos em Portugal, é-me cada vez mais insuportável, especialmente quando esses laivos partem de defensoras com alguma propensão a mostrar mamilo para defender os seus ideais (Já agora, as modelos já fazem isso e não são elas o melhor exemplo da luta pela igualdade de género…).

O último é: “A mulher tem de ter acesso aos mesmos cargos de liderança que os homens…”

A sério? Primeiro, importa referir que ser líder exige razão, frieza e segurança na hora de decidir. Ora, será que não sabemos todos que, no geral, as mulheres são mais emocionais que os homens? Será que não sabemos que, no geral, as mulheres são mais conflituosas que os homens? Será que, no geral, as mulheres não são mais inseguras e indecisas que os homens?

“MACHISTA!!!!” Parece que já estou a ouvir dedos néscios a levantarem-se.

“Nem todas as mulheres são emocionais, explosivas e inseguras…” Oiço logo a seguir…

E SIM! Esta última frase é verdade: Nem todas as mulheres são emocionais, explosivas e inseguras! Mulheres racionais, frias e seguras também existem… Contudo, mulheres racionais, frias e seguras são uma minoria em comparação com as mulheres emocionais, explosivas e inseguras! E como minoria que são, estão representadas proporcionalmente em minoria nos cargos de liderança.

Portanto, portuguesas, é uma questão de pragmatismo, não é uma questão de sexismo.

Não sejam tolas…


Pesadelos e Sonhos

Haverá melhor sensação do que acordar em sobressalto e, já depois de percebermos que era só um pesadelo, voltarmos a cair na almofada suspirando de descanso?

Era só um pesadelo, já passou…

Vai ficar tudo bem, não tenhas medo…

Vamos voltar a dormir e desta vez sem cobras, aranhas, labirintos, cordas, doenças, defuntos em decomposição avançada, demónios, morte… portanto, desta vez sem pesadelos!

Haverá muitas sensações como esta? Acho que não…

Naquele momento em que suspiramos, damos graças por estar tudo bem, agradecemos à providência divina por nos livrar do mal mais um dia e, mesmo antes de regressarmos ao reino dos sonos, damos por nós gratos por termos percebido o quão sortudos somos por ter pesadelos…

É que se não fossem os pesadelos, como poderíamos nós dar valor aos nossos sonhos?

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Morfeu, deus grego dos sonhos…