Guardiões da Galáxia – Vol. 2

Guardiões da Galáxia – Vol. 2

De James Gunn

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by Marvel Studios

Sabendo de antemão que os filmes Marvel são apenas filmes para nos divertirmos durante 135 minutos, como já me disseram, e não querendo ser snobe, este Guardiães da Galáxia – Vol. 2 é apenas mais uma das coboiadas da Marvel; só que com uma dose inegável de piada.

Os tiros misturados com as gargalhadas frenéticas e febris continuam lá, tal como no anterior e tal como na maioria do resto dos filmes da Marvel. Ora, quem me conhece bem sabe o que acho deste tipo de parvoíce, especialmente nos dias que correm. Termos miúdos a gargalhar ao som de tiros, mesmo que apenas nos cinemas, é algo que não me agrada. Aliás, até acho, sinceramente, mais saudável um miúdo de doze anos quietinho no quarto a ver pornografia proibida ao invés de o levar ao cinema para ver estes permitidos tiros com gargalhadas “PG-13”.

Mas colocando esta nota introdutória de parte…

O roteiro é bom e demonstra facilmente que para se criar um bom filme, com alguma profundidade empática, não precisamos de escurecer qualquer ecrã nem colocar os personagens completamente incapazes de se rirem durante o filme inteiro. O normal na vida de um grupo de amigos, ou num seio familiar ou numa tripulação de mercenários intergalácticos, é surgirem piadas e gritarias de vez a vez; não um profundo silêncio introspectivo incapaz de soltar uma gargalhada.

Mais, ainda que sem uma linha narrativa bem vincada desde início e com um prólogo algo meh!, o filme agarra-se à relação de Quill e Ego para o fazer prosseguir ainda nos primeiros quinze minutos de filme. Não é mau de todo, especialmente atenuado com a quantidade de risos que o capítulo inicial propicia ao público. Podia ser melhor na minha opinião, mas enfim… não vou ser chato!

Nesta sequela profundamente cómica, com muitas mais gargalhadas do que a primeira obra, temos o desenvolvimento da maioria das personagens do filme anterior, com destaque obviamente para o trio principal: o órfão Quill que conhece finalmente o pai (um planeta com um pénis verdadeiro…), a aparente péssima irmã Gamora confrontada com os erros do seu passado oprimido sob a égide de Thanos e o guaxinim espertalhão Rocket Raccon, o filho da puta mais adorável do cinema (Ohh yeahhh…) que mesmo fazendo apenas o que quer que lhe apeteça demonstra a todo o instante ser apenas alguém com um vazio dentro de si tão grande que precisa a todo o momento de ser preenchido. Claro que isto não invalida que os personagens secundários como Baby Groot, Drax e Mantis (O que é feio e o que é bonito?), Yondu, Nebula e Ego não tenham o tempo de antena que merecem; têm-no e rimo-nos deles tanto quanto nos rimos do trio principal.

Breve nota para os cenários espectaculares e para os mundos cada vez mais credíveis da Marvel; algo que nem sempre merece destaque em obras de ficção científica, mas que são uma parte fundamental para nos sentirmos no espaço. Digno de fazer concorrência a Star Wars… (isto se a Star Wars não fizesse parte do mesmo grupo empresarial…)

Concluindo, concluindo: Guardiães da Galáxia – Vol. 2 é um bom filme de comédia espacial sobre um bando de mercenários intergalácticos idiotas que atraem problemas de todos os tipos e se safam das mesmas situações com todo o tipo de piadas e gargalhadas possíveis. Vale a pena ver, mas, atenção, se houver filhos à mistura é bom que os façam ver que gargalhadas e tiros não combinam – mesmo num filme de comédia.

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